Kit Maio/2019

Kit Maio/2019

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Blog - Kit do mês
- 13/05/2019 17:08:21

Olá, assinantes!

Começamos nossa apresentação esse mês com o Capão Grande, um legítimo Canastra. Como já dissemos aqui, essa microrregião queijeira de Minas Gerais contempla os seguintes municípios: Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Tapiraí, Vargem Bonita e São João Batista do Glória. Logo, para ser queijo Canastra tem que ser produzido em um deles. Acontece que existem mais de 800 produtores naquelas bandas, por isso é interessante conhecer a origem do seu queijo. Mesmo pertencendo à mesma área geográfica, os queijos podem ser bem diferentes. O Capão Grande é produzido em São Roque de Minas, pelo casal Solange e Carlos, quarta geração de produtores da família. Mais de 150 anos de história! O terroir da fazenda (que fica pertinho do Parque Nacional da Serra da Canastra) e uma queijaria super caprichada, recém reformada, dão o toque preciso nesse queijo tradicional!
Seguimos para o queijo Sol, uma das invenções do Erico, do sítio Pé do Morro, em Cabreúva, com inspiração europeia e criatividade brasileira. Ele largou o mundo corporativo e colocou o pé na estrada em 2015 para viver experiências do campo. Trabalhou numa vinícula na Argentina, uma queijaria nos Alpes Suiços e outra na Alemanha. Com essa bagagem e muito estudo, começou sua queijaria em 2016. Lá no sítio ainda acontece o projeto de produção de vinhos e azeites. O queijo Sol é resultado dessa história.
Nosso próximo queijo vem da microrregião do Cerrado Mineiro. Essa microrregião não tem a fama do Serro ou da Canastra, mas conta com produtores que estão resgatando sua história e produzindo excelentes queijos. O Carranca é um exemplo disso. No município de Abadia dos Dourados, Antonio Costa e sua mãe, Bernadette, cuidam da produção que já tem história de família, mas que só se estabeleceu comercialmente há menos de 2 anos. A estrutura da queijaria, aliada à mata que os cerca e a proximidade com o rio Paranaíba garantem uma umidade que promove um excelente trabalho no queijo Carranca.
Descendo em nosso mapa, chegamos a Itapetininga para apresentar o queijo Garnizé. Fundada em 1976 pela família Breuer, a fazenda Santa Luzia fez fama no setor do agronegócio com a criação de gado da raça Simental. Vinte e cinco anos depois, verticalizou a produção, transformando todo o leite em queijo.  As criações do casal de mestres-queijeiros Maristela Nicolellis e Martin Breuer já são reconhecidas em vários cantos do país. O toque criativo do Garnizé são as ervas finas (sálvia, manjerona, tomilho e alecrim) na massa.
Para fechar o time, mais um queijo da Elisabeth Schober, queijeira francesa com larga experiência em seu país, que se apaixonou pelo Brasil e aqui resolveu fincar raízes. Abriu a ”Queijo com Sotaque” em 2013 para produzir receitas inspiradas nos queijos franceses e toque brasileiro. O nosso escolhido foi o Laranjal, inspirado no Saint Paulin
CAPÃO GRANDE (MG) – Fazenda Capão Grande, município São Roque de Minas, Serra da Canastra. Queijo de leite cru de vaca. Maturação média de 30 dias. Casca firme, amarelada, massa branca compacta. Aromas e sabores característicos da região da Canastra.
 
SOL (SP) – Sítio Pé do Morro, cidade de Cabreúva. Queijo de leite de vaca. Maturação média de 90 dias. Massa semi cozida, casca alaranjada e sabor de fundo doce. Inspirado na escola suíça.
 
CARRANCA (MG) – Cidade de Abadia dos Dourados. Fazenda Carranca. Região do Cerrado Mineiro. Queijo de leite cru de vaca, maturação média de 50 dias. Casca firme coberta por mofos, massa cremosa  e sabor intenso.
 
GARNIZÉ (SP) – Cidade de Itapetininga, Fazenda Santa Luzia. Queijo de leite de vaca, de massa semi-cozida, macia e amanteigada. Maturação média de 70 dias. Temperado com ervas finas (sálvia, manjerona, tomilho e alecrim). Casca pintada com espinafre desidratado. 
 
LARANJAL (SC) - Queijaria Queijo com Sotaque, cidade de Paulo Lopes. Queijo de leite de vaca, com maturação média de 2 meses. Inspirado no Saint Paulin. Casca com mofos, massa untuosa, de fundo doce.
 
Conservação:
 
Manter na geladeira (parte menos fria), envolto em filme plástico ou papel manteiga. Retirar da geladeira e da embalagem ao menos meia hora antes de degustar. Para manter a umidade, também é possível armazenar em potes plásticos. Importante abrir o pote a cada 2 dias para circulação do ar.
 
Esperamos que curtam a seleção.
Boa degustação e até mês que vem!

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