Kit Fevereiro/2022

Kit Fevereiro/2022

Postado em:
Blog - Kit do mês
- 04/02/2022 14:41:42

Vamos aos queijos do mês!

1.    BANDEIRANTE (SP) – Queijo de leite de vaca. Maturação média de 60 dias. Massa semi cozida, amanteigada, com sabores característicos adquiridos pela presença de microrganismos durante sua maturação em câmara subterrânea. Casca alaranjada devido a lavagem com urucum. Textura macia, untuosa e sabor suave.  A fazenda Santa Luzia, de Martin e Maristela, em Itapetininga (SP) tem a queijaria artesanal com o registro oficial mais antigo do estado. Eles apostaram no gado Simental, incomum por aqui, mas que produz um leite excepcional. Produzem em torno de uma dúzia de queijos diferenciados, inovadores, que já conquistaram o público. Também fazem parte do “Caminho do Queijo Paulista”, grupo de produtores que se uniram para divulgar a produção do estado e trocar experiências. 

2.    CENERINO (MG) – Queijo de leite cru de vaca, casca florida com cobertura de cinzas vegetais e mofo branco natural. Maturação de 40 dias. Massa semi cozida e amanteigada, contendo iogurte natural produzido na propriedade. A cinza é uma substância alcalina que neutraliza a acidez e favorece a maturação do queijo, resultando em sabores equilibrados.  Queijaria Nonna Rosa, Lavras. Guilherme é descendente de italianos e morou um tempo na Itália. Depois que voltou para o sítio da família, resolveu acompanhar a produção de queijos frescos da avó. Foi produzindo e aprendendo com a Nonna, até que assumiu a queijaria quando a avó precisou parar. Começou a deixar os queijos maturarem mais, foi estudando e trocando com queijeiros mais experientes, até que resolveu inscrever seu queijo em dois concursos em 2019. Resultado: medalhas! A partir daí a produção de queijos frescos foi substituída por diversas variações de maturados.

3.    PINGO DE MULA (MG) – Queijo de leite cru de vaca, maturação média de 20 dias. Casca fina amarelada, massa fechada, semi macia, esbranquiçada. Sabor suave com leve toque animal.  Antônio de Melo Almeida (também conhecido como “Mula Véia”) começou os trabalhos de produção na Fazenda São Tiago Batatas em 2001. Ao adquirir a propriedade, ela era apenas um pasto em que ficavam vacas para revenda do antigo proprietário. Começando do zero ele construiu a área de curral, a área de ordenha, a queijaria e instalações para o único funcionário que o ajudava a época. Após 15 anos de trabalho, já com os seus 74 anos de idade, o Mula Véia decidiu que era hora de descansar. Chegou a cogitar arrendar a fazenda, mas seu filho Paulo (o “Mula Nova”) resolveu assumir a fazenda. Já com mais experiência técnica, começou os trabalhos de adequação da fazenda visando as certificações e melhoria da produção.  

4.    PATRIOTA (SP) – Queijo de leite cru de búfala com 5 meses de maturação. Casca firme, com notas terrosas e leve amargor. Massa semi cozida e casca lavada com morge de linens. Sabor suave, mas persistente.  Laticínio Tesouro - A criação das búfalas da raça Murrah no Sítio Tesouro, em Santa Rita do Passa Quatro, começou no início dos anos 2000 por iniciativa de Leni (in memoriam) e Ludgero Pattaro que se encantaram com a docilidade e rusticidade da espécie após visitas a outros criadores. Em 2016, com o aumento do rebanho aliado à melhoria da qualidade do leite comprovada em testes da Clínica do Leite, decidiram agregar mais valor à matéria prima através da produção dos queijos. Renato Pattaro foi quem assumiu a empreitada, realizando cursos na área e adequando a queijaria às normas vigentes. Vindo do mundo corporativo, com 22 anos de carreira, decidiu “virar a chave” e, em 2019, passou a se dedicar exclusivamente ao projeto dos queijos.  Em 2021, enfim, a queijaria iniciou oficialmente sua produção, que conta com os clássicos queijos frescos de búfala, mas também com propostas de maturação que vem dando resultados muito saborosos.
 
5.    CAPRINO ROMANO (MG) – Queijo de leite cru de cabra, maturação média de 4 meses. Fina casca amarelo palha, massa esbranquiçada com pequenas olhaduras. Sabor adocicado com final levemente picante.  Júlio César, natural de Itanhandu, criava vacas leiteiras até 2018. Como o espaço não era muito grande, ele trocou as vacas por 60 cabritinhas e começou a se dedicar a esta nova atividade, junto com a esposa, Iracema, investindo em estudo, formação e cuidando também da genética dos animais, sempre em busca do melhor leite. Com a chegada da pandemia, não tinham para onde escoar a produção e foi então que despertaram para o mundo do queijo. Depois de produzirem em queijarias parceiras, no final de 2021 terminaram a própria queijaria e estão cheios de planos para o futuro, que incluem receitas clássicas e autorais.
 

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